Embora a coleta seletiva esteja presente em muitas cidades, ela ainda enfrenta desafios importantes. Em diversos casos, mesmo com dias definidos para a coleta, a participação da população é baixa e os resíduos acabam sendo descartados misturados, o que dificulta a reciclagem e reduz seus benefícios ambientais, sociais e econômicos.
Ações educativas = separação correta de resíduos
A experiência mostra que apenas disponibilizar a coleta não é suficiente. Para que o sistema funcione de forma mais eficiente, é fundamental que as pessoas compreendam a importância da separação correta dos resíduos e se sintam parte desse processo. A informação, quando acompanhada de orientação contínua e ações educativas, ajuda a transformar o conhecimento em prática no dia a dia.
A força do trabalho conjunto
Avançar na coleta seletiva depende do envolvimento conjunto da comunidade, de iniciativas locais, do setor produtivo e do poder público. Quando diferentes atores atuam de forma integrada, a coleta se torna mais eficiente e os resíduos passam a cumprir seu papel dentro de um ciclo mais sustentável.
Um jogo de ganha-ganha
Fortalecer a coleta seletiva é, acima de tudo, um movimento coletivo. Separar e destinar corretamente os resíduos é um jogo de ganha-ganha: o meio ambiente é preservado, oportunidades de trabalho e renda são ampliadas e a economia local se fortalece. Um gesto simples, feito por cada pessoa, pode gerar benefícios reais e duradouros para toda a sociedade.
Referências
- Ministério do Meio Ambiente. Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010.
- BNDES. Gestão de resíduos sólidos urbanos no Brasil: diagnóstico, desafios e oportunidades. BNDES Setorial, v. 31, n. 59, mar. 2025.
- Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares). Ministério do Meio Ambiente, 2022
Sobre Eliana Nascimento
Gestora ambiental, educadora e agricultora urbana. Compromisso em impactar positivamente pessoas e territórios.